a despeito de todas as coisas
me apego a sorrisos
olhos cintilantes
dentros expostos
sorrisos de estômago
intestino
rins
não resisto ao jeitos de entortar a cara
aos sons de gargalhadas
ironia
é que agora
seja a minha companhia
de lágrimas...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
.
como
e não deixo de sentir fome
durmo
e não é suficiente
o vazio não preenche
o repouso não descansa
o tremor que me alcança
(flama)
me convence
desatino
desmesura
pra quem ama
não há cura
e não deixo de sentir fome
durmo
e não é suficiente
o vazio não preenche
o repouso não descansa
o tremor que me alcança
(flama)
me convence
desatino
desmesura
pra quem ama
não há cura
domingo, 31 de outubro de 2010
.
queriam retira-la de lá a força. tirar-lhe de seu canto apenas por ser ele tão cheio de vida.
queriam retirar sua força. deixar distantes os rabiscos, os rascunhos, as rasuras e o descontínuo.
viram-na tal qual maçã e a morderam até chegar ao seu centro suculento e claro. após o feito, permitiram que a escuridão viesse e a amargasse por todos os lados.
aspiravam ao descrédito, à descrença. mais senso, segundo eles.
tirar-lhe daquele ponto representava não apenas dor: mais dureza.
viram-na em persistência diária e quiseram silenciar o seu acesso dizendo: não há precisão.
e por quê?
[debatia-se. derramava-se. recompunha-se para dialogar com a razão.]
porque o tempo.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
a bolha
de fininho, bem fininho,
ao tocar sua superfície
queria saber, ô de casa, quem saía
adentrei a capa e
poc
tudo sumiu.
diga-me, sr. brilhante dimaginatíque
como vou adentrar em mim sem dissipar?
de onde eu não deveria ter me retirado, hum?
outros vieram empurrando-me para fora.
fiasco penhasco abismo
há quem diga que eu era um vazio.
Cavo oco vácuo vago
e agora?
o que sou?
vasto labirinto
ora, resto, escombros
ora poeira, sopro
ser o que eu quiser.
como saber o quero sem saber-se ser
cesso.
sobressalto.
desconstruo.
desmantelo.
descontinuo.
antes que, enlouqueço.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
c'est le printemps!
foram as borboletas!
milhares...
elas me carregaram num suave passeio até aqui.
disseram-me no seu palpitar de asas:
anuncie sua descoberta!
já não é mais outono.
já não se perde flores...
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