segunda-feira, 11 de abril de 2011

como gota de chocolate,
 consistente,
 que demora a se desprender do todo,
 chove a chuva,
 embaçando meu dia.
como lágrima.
como estrela cadente que rasga o céu.
como pôr do sol que muda a cor.
como janela empoeirada.
cortina com vento.

nem em tudo eu dou jeito.

posso derreter o chocolate.
enxugar a lágrima.
limpar a janela.
fechar janela para não ventar cá dentro.

mas o que faço com a estrela cadente tão de longe?
e com esse tanto de céu e coisas coloridas pelo sol se despedindo?

sábado, 9 de abril de 2011

nunca achei que eu ia precisar sofrer tanto
que os caminhos seriam tantos e tão difíceis
que as pessoas seriam tão egoístas
tão apegadas à hipocrisia e à moral
nunca achei que o amor pudesse ser descuido

talvez por nunca achar assim
eu me decepcione sempre e tanto
com o mundo
com desconhecidos
e com os mais próximos

será que o mundo tá mesmo  perdido?!
porque amor e amar tem que ser tão difícil?
me vejo em questões e mais questões
retorno aos meus 14 anos
eu escrevia listas e mais listas
eram tantas questões
era eu e a angústia do mundo todo

que nem agora...

quinta-feira, 31 de março de 2011

e?!

eu sou mais aquilo que me põe em nervos,
 suores,
 em lágrimas
 sou mais qualquer coisa buliçosa
 que de tão profunda chega a doer.
 sou persistência pura, submersa no que silencia tudo ao redor ,
 que tenta ouvir o que há dentro de mim. 
dentro de mim são flores,
 pássaros, 
hortaliças 
acerola
dentro de mim são pés descalços
 risos contidos que explodem
são templos,
 vários templos...
 quando eu conto, falo, canto, digo... 
pronuncio tudo isso,
 quando eu consigo compreender tudo isso. 
e isso vem à tona, 
quando eu estou suores,
 lágrimas,
 nervos 
e dissipo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

eu, um pedido.

queria você meu porto seguro
mas mar agitado como tu és
sem o piso me alcançar os pés
me faz afogar
ocultar

deveria ser concreto
mas há muitas passagens em você
e eu resido em me perder
no seu labirinto de abstrações
vereda

é preciso que me absorva
me aspire
te convido a ser o meu comensal
vem meu eu colossal
confluir em mim
inteiro

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

.

e então...
como eu poderia?
você me passou aquele som que eu ouço
passa a manteiga no meu pão
e os fins de semana comigo

é engraçado
talvez absurdo
muitos julgam
mas eu não me vejo

seria como se eu não tivesse cheiro
nem lábios
como se eu não tivesse tato, jeito
não seria fato
seria como se eu não estivesse

de repente
esse é o ximilique que eu escolhi
essa mordida
esse sorriso que você planta e colhe
esse nós

essa vida que vai se encaixando no cosmo
se equilibrando
se aconchegando no tempo
esse tempo só nosso
isso nosso
que eu sei e sinto
e amo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

a cada passo dado em mim, é um perigo de queda
tenho marcas profundas
coração que não é de pedra

preencho os espaço infinitos com sorrisos, com amor
para que  não se machuque como eu
quem cair  em minha dor

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

a despeito de todas as coisas
me apego a sorrisos
olhos cintilantes
dentros expostos

sorrisos de estômago
intestino
rins

não resisto ao jeitos de entortar a cara
aos sons de gargalhadas

ironia
é que agora
seja a minha companhia
de lágrimas...